Uma casa de partilha no coração de Lagos: petiscos que vão chegando enquanto a conversa aquece, brasa a sério e peças grandes trinchadas à mesa.
Porque esta casa é de Lagos — a cidade do Infante — e porque uma adega é onde a mesa se enche e o vinho aparece sem cerimónia.
O antigo D. Henrique renovou-se de alto a baixo e nasceu a Adega do Infante: mesma família, mesma alma, uma cozinha nova. Petiscos para ir pedindo, brasa a sério e peças grandes para partilhar no meio da mesa.
Aqui não se janta com pressa. Pede-se mais um petisco, enche-se o copo, e a mesa vai ficando cheia — como deve ser.
Chegam um a um, para o meio da mesa. O primeiro nunca é o último.

Cubos de lombo de novilho na frigideira de ferro, mostarda antiga e pickles da casa. É o primeiro a chegar — e o primeiro a desaparecer.

A fumegar na frigideira, com muito alho e coentros. Peça pão — vai precisar.

Atum da nossa costa em crosta de sésamo, selado por fora e rosado por dentro.

Vieiras salteadas com presunto crocante sobre creme suave.

Batata fina, ovo a escorrer e lascas de presunto. Mexe-se tudo e parte-se à mão.

Estufado longo, crosta estaladiça e maionese da casa.

Tenro por dentro, tostado por fora, com bom azeite e alho.

Fresca, com pimentos e bom azeite. O Algarve num prato.

Enchidos, queijos e conservas da casa para abrir o apetite enquanto escolhe o resto.
Peças grandes, trinchadas à mesa, para dois — ou para uma boa discussão sobre quem come o último pedaço.
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